Futuros médicos atendem população gratuitamente através do Disque Coronavírus 155

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Sua Saúde

Prestar orientação e esclarecimentos à população, com rapidez e agilidade, durante à pandemia do novo coronavírus. Esse é o objetivo do Disque Coronavírus , serviço lançado, nesta terça-feira (24), pelo Governo do Estado, em parceria com UFBA e Fiocruz Bahia, que faz parte do Plano de Ação de Enfrentamento ao Covid-19. Estudantes do quinto e sexto ano de medicina, supervisionados por médicos, poderão ser contatados, gratuitamente, pelo número 155, de forma a auxiliar a população, evitando a circulação de pessoas que não precisam de atendimento em unidades de saúde, neste primeiro momento.

Médica por formação, a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, que faz parte do grupo de trabalho do Governo da Bahia no enfrentamento ao Covid-19, revela que já são mais de 1200 estudantes voluntariados para esta ação. “Cada grupo de vinte estudantes tem a supervisão de um médico residente ou não residente, todos voluntários, que aderiram por inscrição. No momento, temos, aproximadamente, 1200 estudantes e 70 médicos. Durante os trabalhos de planejamento, contamos com a participação de um conselheiro do Cremeb para acompanhar e opinar sobre as questões atinentes ao exercício profissional”, disse.

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, explica o funcionamento do serviço. “A população liga para o número 155, que foi disponibilizado após solicitação ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Quem ligar para o serviço, é atendido por um estudante de medicina devidamente capacitado, que escuta a demanda e faz a orientação, de acordo com o protocolo oficial adotado pela Sesab e Ministério da Saúde. Ao receber essa ligação, o estudante alimenta uma plataforma e esse dado é utilizado para os registros na área de saúde para auxiliar na gestão e na assistência à saúde”.

O Disque Coronavírus é um serviço gratuito, idealizado pela Fiocruz e UFBA, recebeu apoio do Governo do Estado, através das Secretarias de Saúde (Sesab), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), do Planejamento (Seplan) e da Infraestrutura (Seinfra). Também aderiram à ação as quatro universidades estaduais (Uneb, Uesc, Uefs e Uesb), a Escola Bahiana de Medicina, a FTC Salvador, a Unifacs, a UFRB e a Fesftech, esta última responsável pelo desenvolvimento da plataforma que será alimentada pelos voluntários. Os estudantes das instituições citadas, bem como os médicos supervisores, serão certificados pelo serviço. Aqueles que possuam interesse em se voluntariar, devem procurar as coordenações das respectivas universidades parceiras nesta ação.

A diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves, destacou que este serviço será de grande importância para a população da Bahia e integra um conjunto de ações da instituição, no enfretamennto à pandemia do novo coronavírus em todo o Brasil. “ O Disque Coronavírus será um canal relevante e sério de atendimento, representando uma das contribuições que Fiocruz Bahia irá realizar em meio essa crise. Capacitando os estudantes, iremos criar recursos humanos em saúde que auxiliem o sistema no tratamento contra essa nova doença, o que reduz a sobrecarga às unidades básicas de saúde”, avalia.

A pesquisadora da Fiocruz Bahia e integrante da equipe de formulação da proposta, Dra. Viviane Boaventura, explica que os estudantes “receberão um treinamento por videoaula e, antes de iniciar as atividades, responderão a um pequeno teste objetivo para avaliar a compreensão das instruções de triagem. A partir desse treinamento ,estarão aptos a iniciar as atividades. Todo o processo, desde o treinamento até o atendimento, será feito remotamente de forma a garantir a segurança física dos estudantes”, declarou sobre a capacitação que será em conjunto com especialistas da Fiocruz Bahia e da UFBA.

A pesquisadora ressalta ainda que o canal é uma forma de impedir a circulação de pessoas contaminadas pelo SARS-CoV-2.  “A ideia é evitar que pessoas com sintomas leves circulem pela cidade e, portanto, que acabe aumentando a disseminação do vírus na população”, explicou Dra. Viviane.