Entrevista - Marcos Tavares
Ultima Atualização: 17/05/2017 às 15:38:13
Entrevista - Marcos Tavares

A partir de janeiro de 2018, o governo baiano espera implantar o módulo Human Capital Management (HCM) do SAP, um software alemão mundialmente conhecido, nos 53 órgãos, autarquias e fundações do estado. É para esta meta ambiciosa que trabalha a equipe do RH Bahia, o projeto pioneiro capitaneado pela Secretaria de Administração do Estado (Saeb) com o objetivo de modernizar a gestão de Recursos Humanos do Estado. À frente desta equipe, está o analista de sistemas Marcos de Freitas Tavares, que assumiu a liderança do projeto em março deste ano, substituindo a também analista de sistemas Patrícia Quadros.

Formado pela Unifacs com pós-graduação em Informática pela UCSal, Tavares tem mais de 20 anos de experiência em governança de TI, gerenciamento de projetos, gestão de orçamentos, contratos e negócios, com passagem por organizações nacionais e internacionais, do antigo Banco Econômico à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), passando por empresas da área de TI como Unitech e Stefanini IT Solutions. Na entrevista a seguir, você confere um pouco das opiniões do líder de projeto e suas expectativas para a implantação.

Como você recebeu o convite para assumir a liderança do o RH Bahia?
Na época, eu estava trabalhando em Brasília, prestando consultoria ao MEC na área de desenvolvimento de sistemas. Para mim, o projeto é um divisor de águas. Do ponto de vista pessoal, representou a oportunidade de voltar para casa, de trabalhar em Salvador, onde mora minha família, minhas duas filhas adolescentes. Do ponto de vista de carreira, trata-se de uma experiência muito rica, pelo próprio porte do projeto, por seu pioneirismo e todo o desafio que representa fazer esta implantação acontecer.

Por um lado, estamos falando do SAP, uma plataforma mundial, de reconhecimento profissional no mercado. Por outro, trata-se de unificar uma solução para atender às necessidades de todo o Estado, num trabalho que envolve especialistas de todas as Secretarias. Sob certos aspectos, é como se estivéssemos implantando o sistema em 53 organizações ao mesmo tempo.

Como avalia os resultados do projeto até agora e as perspectivas para o futuro?
Acho que temos desafios diferentes. Na primeira etapa da implantação, a chamada onda 1, o sistema foi implantado em oito empresas públicas do Estado. Em janeiro de 2017, o sistema entrou em ambiente de produção. Naquele momento, um grande desafio foi superado. Até então, a tecnologia SAP era desconhecida do governo baiano e ao mesmo tempo os consultores SAP também não conheciam os processos do Estado, sua cultura organizacional. Esta troca de conhecimento foi o que possibilitou a primeira etapa da implantação e lançou as bases para a Onda 2. Agora, temos o desafio de tratar das especificidades de cada um dos 53 órgãos onde o sistema entrará em ambiente de produção, realizar o saneamento e a migração dos dados, entre outras atividades. Tudo isso em menos de 10 meses.

O que te dá confiança para apostar no sucesso do projeto?
Já tive a oportunidade de trabalhar tanto como fornecedor de soluções em TI para o Estado, quanto como liderança da área de TI dentro do Estado. Sei das dificuldades e problemas que ambos os lados enfrentam e isso me dá segurança para acreditar que podemos fazer um bom trabalho.

 

 

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